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O pardal é um pássaro azul

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O PARDAL É UM PÁSSARO AZUL   Os anos 80 foram bem efervescentes na história do Brasil. A ditadura começava a ceder diante da pressão dos países   democráticos e   das campanhas e movimentos internos movidos pelo povo. Sentindo que o fim estava próximo, o governo militar abrandava o controle e as torturas cessavam. A imprensa começava a retomar o direito de se expressar livremente e falar sobre os acontecidos desde o fatídico 31 de março de 1964, já era uma possibilidade. Na Faculdade de Filosofia Santa Doroteia, em Nova Friburgo, o tema já era discutido sem medo da presença de   olheiros dos militares que   marcavam e calavam   vozes contrárias. Lecionava na referida faculdade quando foi anunciada uma palestra com a escritora Heloneida Studart. Vinha falar sobre o livro de sua autoria “ O pardal é um pássaro azul”.   Habitante do interior, portanto conhecedora dos pardais como sendo aves pardas e destruidoras de hortas e ...

PURO DEVANEIO

Desde o Dia dos Namorados eu não escrevia.                                        EFEITOS DESTA FOLHA                                                           Escrever é exercitar a humildade,                                    e surpreender-se com a (des) coberta do texto. Todo escritor tem, a princípio, o instinto de proteger o texto que ...

EFEITOS DESTA FOLHA

                                       EFEITOS DESTA FOLHA                                                           Escrever é exercitar a humildade,                                    e surpreender-se com a (des) coberta do texto. Todo escritor tem, a princípio, o instinto de proteger o texto que acaba de produzir. Ao mesmo tempo em que se orgulha...

REALIDADE OU IMAGINAÇÃO?

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ENTREOLHAR(ES)                                                   REALIDADE? IMAGINAÇÃO? Cu stou-me acreditar que era real. Mas o que é ser real? Qual o limite que separa o real do imaginário, se um gera o outro e acabam por se emaranhar ou se engalfinhar na cabeça da gente, deixando-a temerosa de   ter perdido a lucidez? Creio que já experimentei essa perda algumas vezes ou me senti no limite máximo dessa fronteira. Uma delas foi durante uma festa   que homenageava a imaginação e a forma de transformá-la em histórias feitas com tijolos de palavras. O lugar era mágico por si, cheio de ruelas calçadas de pedras altas, separadas e desiguais, que desembocam umas nas outras feito rios que perderam a direção do oceano....