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Mostrando postagens de abril 12, 2009

Entre...ter

Entre...ter Entretive-me: estive entre o amor e a ilusão. Consegui, por um tempo, entreter seu jeito inconstante de ser. Desisti. Entre ter e ser, decidi não ter : apenas ser. Preferi sofrer a ter-me entre você e a idéia de me enganar e novamente não ser. Só entreter. 23/09/02 Este poema foi feito , na verdade, para ajudar meus alunos na aprendizagem do verbo entreter, sempre tão mal conjugado. Entretive, entretenho,entreterei, quando entretiver, se entretivesse. Na verdade, não quero ser objeto de mero entretenimento para ninguém.

Reflexões outonais

De repente...folhas secas e farfalhantes resolvem ocupar espaço sob as copas que antes ajudaram a formar.Injustiça da natureza?Não, apenas um novo ciclo que se inicia. Interessante o voo da queda das folhas, vindas do alto dos galhos, rodopiando, leves que são, muitas vezes fugindo da trilha,distanciando-se rumo a outras paragens.Qual seria o destino das velhas folhas, empurradas do leito de onde ofereceram sombra por todo o Verão? Certo buscam a raiz , querem morrer aos pés da mãe, fertilizar o solo que a alimenta. Isto quando não vem o vento ou o varredor e carrega tudo pra lá...Roda vida...Roda o tempo. É Outono de novo, mas um novo Outono. Que frutos trará?É preciso permitir-se sentir o ar adocicado para outonar à espera do inverno. Um desejo intenso paira no ar. É o cio da alma e do corpo. Esperança do amor que não chega, correndo risco de acabar como o Verão, derrotado pelo tempo em sua marcha inexorável. As árvores estão desnudas, saudosas das folhas, pelos de seus galhos ag...