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Mostrando postagens de junho 28, 2009

Gerâneos em flor na janela

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Em criança ouvia uma música que dizia: " Felicidade é uma casinha simplezinha /com gerâneos em flor na janela/ Uma rede de malha branquinha/ E nós dois a sonhar dentro dela." Essa definição tão singela quanto irreal, hoje posso ver, acompanhou-me por muito tempo.Ser feliz então era ter uma casa com a jardineira repleta de gerâneos em flor.E eu sonhava, imaginava, desenhava essa casa e me sentia dentro dela. Faltava sempre a rede branquinha e o " nós dois" , mas o sonho se mantinha. Sonho e tempo acabam passando. Muitas vezes o tempo carrega consigo o sonho e o deixa livre para se transformar em realidade na vida do sonhador. Nem sempre o sonho se realiza inteiro. Muda a cor da rede, o tamanho da casa e deixa apenas um sonhador dentro dela. Aos outros entrega a secura da vida prática, sem nenhuma nuance de romantismo. Bom que tenha conservado os gerâneos em flor da minha janela.

Entre o ontem e o hoje

É deveras deliciosa essa viagem no tempo que tenho feito ultimamente. O motivo é um só: recompor a história de Cordeiro. E o itinerário é a ida a um passado bem longínquo , final do século 19, e aterrissar num povoado recém surgido, tão pequeno e tão simples , mas de pessoas empreendedoras e sonhadoras, a quem muito Cordeiro deve. Depois, voltar num raio de tempo ao hoje e a esta cidade , produto de bons anos de história e comparar um e outro tempo, numa mistura de saudosismo e observação do real. Saudade até dum tempo que não vivi, dos sentimentos que não senti, das construções de que minhas mãos não participaram.Salvar o passado é como buscar a salvação para si mesmo. Por isso, insisto.E o curioso é que as pontas do tempo, minhas estações de partida e chegada guardam entre si 80 anos de distância. Pesquiso na "Gazeta de Cordeiro", exemplares de 1897 e 98, por enquanto, e registro na Gazeta de Cordeiro contemporânea, jornal que se empenha em não perder a vida útil. A Gazeta ...