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Mostrando postagens de 2011

Poesia no Facebook

NA REDE SOCIAL Sou inquieta diante da rotina. Aquariana , gosto de mudar, fazer diferente a mesma coisa, buscar outra trajetória para percorrer o mesmo caminho. Assim, vou buscando alternativas no trabalho, no dia a dia, na vida. De idas e vindas, cheguei ao Facebook. Achava estranha a pergunta inicial " No que está pensando agora?" Devia seguir à risca? E percebi que alguns o faziam.  A maioria dava informações pessoais, do tipo " Estou fazendo um bolo delicioso" O outro logo postava  "  Quero um pedaço. "   E um outro ainda:  " Vou atender a porta e volto já, me aguarde." Eu? Aguardar? Em nada me interessava essas ações corriqueiras. Como pessoa que aderiu à rede, tinha   uma página pessoal. Gostei. Resolvi que seria um espaço , o meu espaço de lazer e  cultura. Postava vídeos com boa música, textos interessantes e poemas. Tudo sempre envolto  na palavra . Logo  percebi que eram raras as  visitas e curtidas.  Não,...

Que pesadelo,Maneco

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Ser botafoguense é ter uma capacidade imensa de suportar. É ser envolvido por um colete à prova de bala que protege o coração.Desde menina passo por isso. Acompanhava seu Manoel Tavares ( meu amado pai) assistindo às partidas do Botafogo na TV e paralelamente ouvindo-as no radinho de pilhas. A cada ataque, a favor ou contra o nosso time, ele ia se esticando no sofá a ponto de quase cair dele. E quando alguém o chamava a atenção por causa da pressão que sempre estava alta, dizia que nem estava ligando para o jogo. Que gostava mesmo era de futebol, independente do resultado. Nada disso. Sofria sim, queríamos a vitória, por que não? E quase sempre ela não vinha. Decidimos não esperar mais bons resultados , pois que o Botafogo era (é) um time imprevisível. Se joga com um clube bem situado na tabela, a gente se prepara para o pior, ele nos surpreende e ganha. Se joga com um nem tão bem , nos tranquilizamos e lá vem derrota. Tudo bem, perder e ganhar faz parte do jogo. Mas perder ...

Não fiquei;sempre fui

Deixaram junto aos meus pertences o livro " Onde deixei meus óculos?", de Martha Weinman Lear e o fato me instigou, não a ler o livro, mas a pensar no que ele teria a ver comigo. Perdi da lembrança o início do meu " esquecimento" de objetos que me circundam. Nessa viagem de retorno no tempo concluí que o grande problema é de pessoas que ficam assim porque eu sempre fui. Objetos, datas, nomes nunca fizeram parte do meu universo de preocupações. Claro que esse "esquecimento" ou mesmo "troca" ou ainda a "mistura" dos dois já me colocaram em situações embaraçosas, mas nunca comprometedoras. Se me preocupo em não perder meus óculos, chave, caneta, bolsa, acabo catando tudo isso do alheio. Se relaxo, deixo tudo para trás.Difícil é o trabalho que dou às pessoas com quem convivo. "Viu meus óculos?" "Sabe onde deixei minha bolsa?" "O carro está ali; alguém sabe da chave ? Às vezes, só em ler o riso das pessoas identifico...

A cada manhã

Observe a terra. A cada manhã, tudo cheira a recomeço. O Sol vai despontar igual, mas não do mesmo jeito. A flor vai reabrir , mas diferente da primeira vez. O broto desponta no chão e não é da mesma planta.O homem desperta para a vida e não é mais o mesmo. Assim se faz porque é a forma de se manter com vida e dar continuidade à espécie, pela mudança. Mudar é que é continuar. Mudar sem perder o perfil é a grande arte. A rotina desgasta e a natureza sabe. É preciso ser outro, sendo o mesmo. Manter vivo o ritual, mesmo que partindo do final.Ser todo dia sempre igual, mas diferente. Beijar a mesma pessoa a cada manhã, mas com sabor diferente do beijo ao anoitecer. As estações do ano garantem todo ano a mudança necessária ,aguardada pelo fastio que a anterior deixou. Vai o Sol, vem a Lua. Ficamos nós, mutantes por opção, no aguardo da nova fase do mesmo momento. Assim o amor. Se esgota aqui, pode ressurgir ali. Mas não o mesmo , nunca mais o anterior. Nunca mais com o mesmo sabor. Mas é pr...

Independência ou Morte?

Diz a história que essa teria sido a frase heróica de D. Pedro I no 7 de setembro de 1822: "Independência ou morte!" Com ela e a partir dela, o Brasil tornou-se independente da soberania portuguesa e ele, o 1º imperador do Brasil.Tudo perfeito, tivesse o país condições de arcar com os ônus da valente e nobre frase. A alternativa ou que marca o célebre grito de D. Pedro I no Ipiranga, não se concretizou e foi substituída pela aditiva e. Realmente houve uma "independência" oficial e muita morte para que fosse reconhecida. Perdura até os nossos dias o rótulo brasileiro de nação independente. Mas como admiti-lo num país onde a disparidade social é agravante, a violência assusta o mundo, a corrupção é prática comum nos meios governamentais e a educação não consegue atingir o patamar exigido em qualidade para mudar a consciência cidadã do povo?Independente e democrático, o Brasil caminha na contramão. A imprensa denuncia, prova, divulga, desmascara. CPIs são criadas e s...

UM DIA DIFERENTE

Hoje amanheceu como amanhece cada novo dia. Por ser maio, o sol demorou um pouco a brilhar,chegando sorrateiro, com medo do inverno que se aproxima.Mas sendo domingo e dia das mães, nem a ausência de sol empanaria minha expectativa de ter um dia iluminado de paz e harmonia.Fico fingindo uma naturalidade que não existe, como se não soubesse o que caracteriza esse domingo diferente. Ouço ruídos de porta e não identifico o quarto. De quem seria o primeiro abraço? E se não houver nenhum abraço? Sei que a criação desta data pode ser um marco mais comercial que de reconhecimento, mas é fato que nos sensibiliza e até fragiliza na ânsia de ser lembrada, abraçada , embalada por quem já embalou e guardou nos braços , aos abraços e carinhos sem ter fim.Ligo o computador e surge um rosto conhecido e uma legenda: "Feliz Dia das Mães! Te amo!" Era o Fábio. Mais abaixo , uma mensagem e " Te amoooooo!", era Roberta. Fiquei tão feliz! Fui acabar de preparar a muqueca e aí os quartos...

CORAÇÃO BOTAFOGUENSE

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CORAÇÃO BOTAFOGUENSE--   AUTO-RETRATO Coração botafoguense é aquele que nutre amor, não paixão, por uma estrela de brilho tímido, que certamente não é a que mais brilha no céu esportivo, mas que, por ser solitária, inspira a ternura dos que não esperam dela brilho maior do que pode ter. Coração botafoguense sabe esperar o tempo certo, independente de quanto ele custe a chegar. É Penélope esperando Ulisses, fazendo do seu sonho um bordado interminável para esperar a chegada do amado após anos de luta por uma vitória. Coração botafoguense não se mostra com grande freqüência, não ama seu time para fazer parte de uma grande maioria de torcedores que mais se orgulha de assim ser do que do objeto amado. Coração botafoguense conhece bem o sabor amargo da derrota, procura manter-se com dignidade à margem dos grandes campeões, esperando sua vez de poder emitir algum brilho num céu alvinegro. Juntos, os corações botafoguenses não formam uma nação, mas um grupo de renitentes torc...

Mágica da Modernidade

Houve o tempo em que parentes e amigos se visitavam aos domingos, nas férias e ocasiões importantes. Tempo do rádio numa prateleira na sala de visitas, mudo durante o "estar juntos" para não interferir na prosa daquele momento . Quem não podia escrevia cartas, mandava cartões de aniversário, de Natal e telegramas quando a notícia era urgente.Ah, o carteiro era mais que isso, era uma figura esperada, principalmente se deveria trazer carta da pessoa amada. Mudou o tempo, acabaram-se os rádios, as prateleiras, as visitas, cartas e telegramas. A família ficou pequena e distante ainda que sendo muitos, na mesma casa, cada um à frente da sua televisão ou do seu computador. Este último virou milagreiro. Desconhece distâncias, reune familiares, informa, aproxima, provoca saudade, traz alegria.Através dele reencontrei Paulinho, um primo tão querido , distante há tantos anos. Não tive dúvida quando vi sua foto no Orkut e a palavra Leninha. Era assim que me chamava quando convivíamos. C...