Gaivota reaprendendo a voar
Gaivota reaprendendo a voar Há também o desaprender. Diferente de esquecer, desaprender é fruto do desuso, da inércia, do cansaço, do não querer também.Mas um não querer que dói porque é involuntário, fruto da falta de espaço na pauta da lida, da vida que impõe outros quereres. A vida é uma personagem de personalidade forte. Ora permite planos, ora os muda de cena , de tempo, substitui o texto, troca os atores... em fim, quando se vê, o romance é outro e o que antes se sabia, precisa-se reaprender para continuar a viver. Difícil ser gaivota e não voar depois de tanto esforço na aprendizagem. Difícil ficar no campo, na ...