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Mostrando postagens de setembro 11, 2011

Que pesadelo,Maneco

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Ser botafoguense é ter uma capacidade imensa de suportar. É ser envolvido por um colete à prova de bala que protege o coração.Desde menina passo por isso. Acompanhava seu Manoel Tavares ( meu amado pai) assistindo às partidas do Botafogo na TV e paralelamente ouvindo-as no radinho de pilhas. A cada ataque, a favor ou contra o nosso time, ele ia se esticando no sofá a ponto de quase cair dele. E quando alguém o chamava a atenção por causa da pressão que sempre estava alta, dizia que nem estava ligando para o jogo. Que gostava mesmo era de futebol, independente do resultado. Nada disso. Sofria sim, queríamos a vitória, por que não? E quase sempre ela não vinha. Decidimos não esperar mais bons resultados , pois que o Botafogo era (é) um time imprevisível. Se joga com um clube bem situado na tabela, a gente se prepara para o pior, ele nos surpreende e ganha. Se joga com um nem tão bem , nos tranquilizamos e lá vem derrota. Tudo bem, perder e ganhar faz parte do jogo. Mas perder ...

Não fiquei;sempre fui

Deixaram junto aos meus pertences o livro " Onde deixei meus óculos?", de Martha Weinman Lear e o fato me instigou, não a ler o livro, mas a pensar no que ele teria a ver comigo. Perdi da lembrança o início do meu " esquecimento" de objetos que me circundam. Nessa viagem de retorno no tempo concluí que o grande problema é de pessoas que ficam assim porque eu sempre fui. Objetos, datas, nomes nunca fizeram parte do meu universo de preocupações. Claro que esse "esquecimento" ou mesmo "troca" ou ainda a "mistura" dos dois já me colocaram em situações embaraçosas, mas nunca comprometedoras. Se me preocupo em não perder meus óculos, chave, caneta, bolsa, acabo catando tudo isso do alheio. Se relaxo, deixo tudo para trás.Difícil é o trabalho que dou às pessoas com quem convivo. "Viu meus óculos?" "Sabe onde deixei minha bolsa?" "O carro está ali; alguém sabe da chave ? Às vezes, só em ler o riso das pessoas identifico...