Postagens

Da realidade etc e tal

Assinar jornal era a certeza de sentir prazer de ler, de somar conhecimento, de adquirir cultura geral, entretenimento... Era, pretérito. Passado, portanto. Agora, traz tristeza, preocupação,vergonha e a certeza de que a realidade em que vivemos é global. Mas meu mundo é o Brasil e é dele que surge meu texto entrecortado de desesperança. Escândalo no Legislativo, no Judiciário e no Executivo. Poderes, à exceção do Judiciário, compostos por homens eleitos pelo voto do povo e que desse povo usurpa o direito de ter uma vida econômica digna, para o próprio deleite e de seus familiares e amigos, ao usufruir de passagens aéreas , abuso de cartões de crédito, falcatruas com o dinheiro público, acúmulo de fortuna com rendas ilícitas.A imprensa descobre, denuncia, prova. Mudança? Não acontece. A eles, tudo, ao povo, nada.Educação e Saúde, sustentáculo do progresso de qualquer país que o pretenda, no Brasil é discurso de político em palanque eleitoral ( ou eleitoreiro?) que logo cai no esquecime...

Entre...ter

Entre...ter Entretive-me: estive entre o amor e a ilusão. Consegui, por um tempo, entreter seu jeito inconstante de ser. Desisti. Entre ter e ser, decidi não ter : apenas ser. Preferi sofrer a ter-me entre você e a idéia de me enganar e novamente não ser. Só entreter. 23/09/02 Este poema foi feito , na verdade, para ajudar meus alunos na aprendizagem do verbo entreter, sempre tão mal conjugado. Entretive, entretenho,entreterei, quando entretiver, se entretivesse. Na verdade, não quero ser objeto de mero entretenimento para ninguém.

Reflexões outonais

De repente...folhas secas e farfalhantes resolvem ocupar espaço sob as copas que antes ajudaram a formar.Injustiça da natureza?Não, apenas um novo ciclo que se inicia. Interessante o voo da queda das folhas, vindas do alto dos galhos, rodopiando, leves que são, muitas vezes fugindo da trilha,distanciando-se rumo a outras paragens.Qual seria o destino das velhas folhas, empurradas do leito de onde ofereceram sombra por todo o Verão? Certo buscam a raiz , querem morrer aos pés da mãe, fertilizar o solo que a alimenta. Isto quando não vem o vento ou o varredor e carrega tudo pra lá...Roda vida...Roda o tempo. É Outono de novo, mas um novo Outono. Que frutos trará?É preciso permitir-se sentir o ar adocicado para outonar à espera do inverno. Um desejo intenso paira no ar. É o cio da alma e do corpo. Esperança do amor que não chega, correndo risco de acabar como o Verão, derrotado pelo tempo em sua marcha inexorável. As árvores estão desnudas, saudosas das folhas, pelos de seus galhos ag...
Tem chovido muito aqui. Choveu por um janeiro inteiro. Chuva ora forte, ora miúda, ora contínua, ora entre espaços de tempo, mas serena, lacrimosa por acontecimentos tão trágicos por esse mundo à fora. Seria a chuva um sinal do ressentimento de Deus?Talvez da sua ira? Então conosco, em Cordeiro, ele tem demonstrado apenas tristeza. Mas há pessoas importunadas com essa tristeza. Reclamam da falta do Sol ardente, da praia para onde foram e não desfrutaram, da piscina que não dá para ir, do "nada" para fazer , estando de férias.Mas se leem jornais ou os assistem na TV, deveriam estar de sorriso aberto. E ter esperança. " Mas é claro que o Sol/ vai voltar amanhã". E há de chegar manso, para secar as lágrimas das perdas que a chuva causou em tantos lugares e a tanta gente. Sol e Chuva, Dia e Noite, Alegria e Tristeza se alternam para nos assegurar que viver é conviver com essa certeza, é sobreviver à transição do tempo e dos sentimentos, mantendo a alegria e a esperança....

De volta à realidade- que realidade!!!!!!!!

Desde 25 de novembro que não edito nenhuma postagem. Durante este tempo, meu Deus, minha vida fervilhou. Primeiro, o tempo dedicado aos exames para a retirada da visícula em dezembro, aos serviços para deixar a Secretaria de Educação e Cultura em dia para a posse do novo governo, à arrumação da LIC para as vendas de Natal, à arrumação da casa para a chegada do próprio Natal. O que pude fazer até 10 de dezembro, bem; depois, o apagão. Dia 11 de dezembro ocorreu a cirurgia., prenúncio de um "quase" ponto final na vida. Esta foi seguida de uma subida de pressão, disparo cardíaco e edema pulmonar agudo. Fiquei no CTI dois dias. De volta à realidade, exames, consultas, consultas, exames, privações, cuidados até então desnecessários.Mudança radical de hábitos de vida. Sinto-me limitada e até um pouco depressiva. E , somando-se a tudo isso, minha empregada-amiga , de 12 anos, vai embora para Friburgo. Que dor no peito! Mas é a mais pura realidade. De ver a minissérie "Maísa...

Loucura

Loucura Nas muitas idas e vindas, manhãs feias, outras lindas, desvendei mistérios conhecidos que de tão simples andam perdidos, esquecidos no meu ser. Descobri estrelas pontuando o céu, a timidez da lua envolta num véu e um louco sol ao piano, entre acordes de desenganos a dor querendo vencer. Pode ser? Pode ser mesmo um desvario, ou quem sabe um desvio desta mente cansada de ser ? Ou de não ser. Questão que não ouso responder. Não me encontro, não sei quem sou. Entre febres e desvarios, cato morangos e sigo vadio, perseguindo um amor perdido, ancião sendo menino, na loucura por você. Madalena Tavares 26/09/05 Loucura mesmo é acreditar-se poeta na impossibilidade de ser. É misturar maluquez com lucidez, ficar maluco beleza, do jeito "raulseixas" de ser. É o caminho que eu mesma escolhi Mas isto foi em 2005. Hoje...

Da emoção de ver seu nome

Não, não é nenhuma vaidade pessoal, o que vou postar neste instante, mas pura emoção e um certo orgulho por rever a própria vida e o que esta nos reserva quando acreditamos nela.Nasci Leninha, com Maria Madalena no registro e no batismo, num correr de casa simple, como simples foi o decorrer dos fatos a partir daí. Moradia modesta, roupa de igual condição, um pouco de cada coisa necessária. E só o necessário. Mas algo transbordava detro de mim, a vontade de saber, de descobrir como as outras pessoas aprenderam tanto. E vieram as letras, na cartilha, no caderno, nos livros, revistas, na tela do cinema... e fizemos um pacto de amizade. Fomos tão sinceras e tão amigas que nunca mais nos separamos. De tanto admirá-las em escritos alheios, cheguei aos meus dois modestos livros. De tanto ler, recortar, guardar e usar bons textos de jornais,cheguei a escrever para estes. Claro, jornais aqui da nossa região. Colecionei crônicas de Veríssimo, João Ubaldo,Artur da Távola e tantos outros, encader...