Tem chovido muito aqui.
Choveu por um janeiro inteiro.
Chuva ora forte, ora miúda, ora contínua, ora entre espaços de tempo, mas serena, lacrimosa por acontecimentos tão trágicos por esse mundo à fora. Seria a chuva um sinal do ressentimento de Deus?Talvez da sua ira? Então conosco, em Cordeiro, ele tem demonstrado apenas tristeza. Mas há pessoas importunadas com essa tristeza. Reclamam da falta do Sol ardente, da praia para onde foram e não desfrutaram, da piscina que não dá para ir, do "nada" para fazer , estando de férias.Mas se leem jornais ou os assistem na TV, deveriam estar de sorriso aberto. E ter esperança. " Mas é claro que o Sol/ vai voltar amanhã". E há de chegar manso, para secar as lágrimas das perdas que a chuva causou em tantos lugares e a tanta gente. Sol e Chuva, Dia e Noite, Alegria e Tristeza se alternam para nos assegurar que viver é conviver com essa certeza, é sobreviver à transição do tempo e dos sentimentos, mantendo a alegria e a esperança. O que importa, afinal, em tempos de chuva ou de Sol, é o que fazemos de nós, o que fazemos por nós, para sermos felizes apesar de.

Comentários

Unknown disse…
O que fazemos de nós: eis uma questão maravilhosa, sobre a qual nunca é demais refletir.
Beijos, Madá, adorei o blog.

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