Loucura

Loucura

Nas muitas idas e vindas,
manhãs feias, outras lindas,
desvendei mistérios conhecidos
que de tão simples andam perdidos,
esquecidos no meu ser.
Descobri estrelas pontuando o céu,
a timidez da lua envolta num véu
e um louco sol ao piano,
entre acordes de desenganos
a dor querendo vencer.
Pode ser?
Pode ser mesmo um desvario,
ou quem sabe um desvio
desta mente cansada de ser ?
Ou de não ser.
Questão
que não ouso responder.
Não me encontro, não sei quem sou.
Entre febres e desvarios,
cato morangos e sigo vadio,
perseguindo um amor perdido,
ancião sendo menino,
na loucura por você.
Madalena Tavares
26/09/05
Loucura mesmo é acreditar-se poeta na impossibilidade de ser.
É misturar maluquez com lucidez, ficar maluco beleza, do jeito "raulseixas" de ser.
É o caminho que eu mesma escolhi
Mas isto foi em 2005.
Hoje...

Comentários

Unknown disse…
"Acreditar-se poeta na impossibilidade de ser"? Isso é que não! Adoro seus poemas, são de uma beleza e de uma verdade invejáveis.
cicero disse…
Muito legal o seu blog! E suas poesias!Adoro poesias...um abraço.

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