Mágica da Modernidade
Houve o tempo em que parentes e amigos se visitavam aos domingos, nas férias e ocasiões importantes. Tempo do rádio numa prateleira na sala de visitas, mudo durante o "estar juntos" para não interferir na prosa daquele momento . Quem não podia escrevia cartas, mandava cartões de aniversário, de Natal e telegramas quando a notícia era urgente.Ah, o carteiro era mais que isso, era uma figura esperada, principalmente se deveria trazer carta da pessoa amada. Mudou o tempo, acabaram-se os rádios, as prateleiras, as visitas, cartas e telegramas. A família ficou pequena e distante ainda que sendo muitos, na mesma casa, cada um à frente da sua televisão ou do seu computador. Este último virou milagreiro. Desconhece distâncias, reune familiares, informa, aproxima, provoca saudade, traz alegria.Através dele reencontrei Paulinho, um primo tão querido , distante há tantos anos. Não tive dúvida quando vi sua foto no Orkut e a palavra Leninha. Era assim que me chamava quando convivíamos. Como queria/quero bem a esse menino que já é vovô! Assim aconteceu com três outros primos queridos. Redescobrimo-nos via internet. Senti-os tão próximos quanto antigamente.Agora falta a visita. Sei que acontecerá no tempo certo. Só não asseguro o rádio grande, de caixa de madeira que ficava na parede para atender a todos os ouvintes da casa. Tempo do Repórter Esso. Ai, já sei que vão dizer que sou velha. Ledo engano. Estou jovem como nunca. Ainda mais agora, que sei de meus jovens e queridos primos. Viva a magia da modernidade!
Comentários
Beijo grande.