Postagens

De volta à realidade- que realidade!!!!!!!!

Desde 25 de novembro que não edito nenhuma postagem. Durante este tempo, meu Deus, minha vida fervilhou. Primeiro, o tempo dedicado aos exames para a retirada da visícula em dezembro, aos serviços para deixar a Secretaria de Educação e Cultura em dia para a posse do novo governo, à arrumação da LIC para as vendas de Natal, à arrumação da casa para a chegada do próprio Natal. O que pude fazer até 10 de dezembro, bem; depois, o apagão. Dia 11 de dezembro ocorreu a cirurgia., prenúncio de um "quase" ponto final na vida. Esta foi seguida de uma subida de pressão, disparo cardíaco e edema pulmonar agudo. Fiquei no CTI dois dias. De volta à realidade, exames, consultas, consultas, exames, privações, cuidados até então desnecessários.Mudança radical de hábitos de vida. Sinto-me limitada e até um pouco depressiva. E , somando-se a tudo isso, minha empregada-amiga , de 12 anos, vai embora para Friburgo. Que dor no peito! Mas é a mais pura realidade. De ver a minissérie "Maísa...

Loucura

Loucura Nas muitas idas e vindas, manhãs feias, outras lindas, desvendei mistérios conhecidos que de tão simples andam perdidos, esquecidos no meu ser. Descobri estrelas pontuando o céu, a timidez da lua envolta num véu e um louco sol ao piano, entre acordes de desenganos a dor querendo vencer. Pode ser? Pode ser mesmo um desvario, ou quem sabe um desvio desta mente cansada de ser ? Ou de não ser. Questão que não ouso responder. Não me encontro, não sei quem sou. Entre febres e desvarios, cato morangos e sigo vadio, perseguindo um amor perdido, ancião sendo menino, na loucura por você. Madalena Tavares 26/09/05 Loucura mesmo é acreditar-se poeta na impossibilidade de ser. É misturar maluquez com lucidez, ficar maluco beleza, do jeito "raulseixas" de ser. É o caminho que eu mesma escolhi Mas isto foi em 2005. Hoje...

Da emoção de ver seu nome

Não, não é nenhuma vaidade pessoal, o que vou postar neste instante, mas pura emoção e um certo orgulho por rever a própria vida e o que esta nos reserva quando acreditamos nela.Nasci Leninha, com Maria Madalena no registro e no batismo, num correr de casa simple, como simples foi o decorrer dos fatos a partir daí. Moradia modesta, roupa de igual condição, um pouco de cada coisa necessária. E só o necessário. Mas algo transbordava detro de mim, a vontade de saber, de descobrir como as outras pessoas aprenderam tanto. E vieram as letras, na cartilha, no caderno, nos livros, revistas, na tela do cinema... e fizemos um pacto de amizade. Fomos tão sinceras e tão amigas que nunca mais nos separamos. De tanto admirá-las em escritos alheios, cheguei aos meus dois modestos livros. De tanto ler, recortar, guardar e usar bons textos de jornais,cheguei a escrever para estes. Claro, jornais aqui da nossa região. Colecionei crônicas de Veríssimo, João Ubaldo,Artur da Távola e tantos outros, encader...

Mudaram os domingos?

Mudaram os domingos? Não é mais ele o primeiro dia da semana que sempre pensei ser o último? Ou fui eu que mudei? Passava-se a semana aguardando o domingo que surgia ensolarado, com brilho revelador de surpresas.O sono podia esticar um pouco, mas não se acordava com gosto de ressaca, pois que os sábados terminavam mais cedo, com beijos no portão e a certeza de reencontro no domingo. Gosto de domingo era o da macorronada caseira, do frango assado com farofa e o pudim de leite da sobremesa. A casa extremamente limpa e arrumada, flores frescas e cheirosas nas jarras, café fresquinho e o bolo redondo para aguardar as visitas. Vía tudo e aprovava, integrada para não perder a permissão de uma "idinha" até a rua com as amigas. Lá, tudo podia acontecer. Um sorvete, um batepapo agradável, a ida ao campo, ver o "flerte" jogar ou o encontro discreto com esse "flerte" para ver o jogo como desculpa para que nosso olhar se fundisse, as mãos se alcançassem e os lábios, b...

Nosso melhor retrato

Voltando ao Museu da Língua Portuguesa, quero enfatizar a frase que encerra uma série de conhecimentos sobre este tão rico e tão nosso patrimônio: a língua portuguesa: "Nossa língua é o nosso melhor retrato." Com certeza o uso que se faz do idioma pode revelar muito de nós. Por exemplo, se temos domínio da norma culta e a colocamos em prática, ou seja , falamos e escrevemos segundo as normas gramaticais, demonstramos o grau da cultura acadêmica que possuímos, nosso volume de boas leituras realizadas, o cuidado que temos com a nossa imagem e respeito à língua, um dos símbolos da pátria.Claro que existem situações em que o mais importante é a comunicação, seja ela realizada segundo os preceitos da norma culta ou não. E o fato merece respeito, pois num país de desigualdades econômicas e consequentemente sociais, onde nem todos têm acesso à escolaridade e , mesmo que tenham, não recebem um ensino de qualidade, a solução é usar a língua como pode, como recebe de seus iguais.Tr...

O Museu da Língua Portuguesa na Estação da Luz

O museu fica na Estação da Luz. Aliás, que luz foi essa de criar algo tão importante dedicado a este patrimônio do povo brasileiro, a sua língua?!Pois é.O espaço é algo surpreendente pelo conteúdo, pela forma de apresentação desse conteúdo, através de images em movimento e sons. São três andares. O primeiro é todo ele dedicado a Mahado de Assis e não poderia ser diferente, sendo ele o grande mestre, maestro, escritor da língua portuguesa. A apresentação do autor e da sua obra é fantástica e uma justa homenagem a ele no seu centenário de morte.O segundo andar trata de mostrar a origem do nosso idioma, sua evolução ao longo do tempo e as contribuições de outros povos para o nosso vocabulário. Mostra palavras de origem indígena, africana, inglesa, espanhola, dentre outras, apontando a cultura de onde vieram ao nosso encontro. E o faz de forma lúdica, agradável, com imagens em movimento e muito colorido.É uma forma de valorizar nosso idioma e apelar para o nosso respeito e afeto por ele,...

Alguma coisa acontece no meu coração...

Acabo de chegar de São Paulo. Por incrível que pareça,o Shelton Inn Hotel, onde me hospedei,ficava a um passo do cruzamento entre a Ipiranga e a avenida São João. Ali, senti que alguma coisa acontecia no meu coração, como há tantos anos deve ter acontecido com o baiano Caetano Veloso, que não entendia tanto concreto nas esquinas e a deselegância das meninas paulistas, acostumado que estava à exuberante beleza natural de São Salvador e às baianas sensuais da praia de Itapoã. É deveras uma cidade cinzenta, apesar do sol, de pouca gente pelas ruas, de pouco sorriso e nenhuma graça.Mas de muita cultura a ser oferecida ao povo, como tributo à memória brasileira, através de sua gente, na lente de quem ama este país de tantas riquezas naturais e miséria humanas. Caminhando rumo à Estação da Luz, fiquei parada um pouco, separada do grupo de pessoas com quem viajei, olhando aquele famoso cruzamento, imortalizado pelos Novos Baianos que para São Paulo se dirigiram em busca de sucesso e reconh...