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Quase fim de inverno

Quase fim de inverno Que bom! Até que gosto de frio, de me arrumar no inverno, principalmente de dormir no inverno. E de sonhar. Mas quando ele chega ao fim traz um quê de alegria abafada, de esperança renovada, de amor reconquistado.Já se anuncia um cheiro colorido no ar. Olho meu jardim.A touceira de orquídea em cachos está cheinha de botões já entreabertos.Nos canteitos há flores se abrindo, pontuando aqui e ali , formando painéis variados.Pena que não chove há tanto tempo! Com isso,muita secura, pouca certeza. Mas fica ainda alguma poesia: "É preciso amor pra poder pulsar/É preciso paz pra poder seguir/É preciso a chuva para florir'

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Nova prova olímpica para brasileiros Estive observando e rindo muito com Roberta ( minha filha) dos tombos de participantes brasileiros nas Olímpíadas em Pequim. Foram tantos que bom seria se estivessem valendo medalhas. Na ginástica, no hipismo, no salto de vara... Nossa classificação estaria muito melhor. Um baiano supercarioca Dorival, das tardes de Itapoã, não viveu nem morreu ao som do mar de Itapoã. Preferiu Copacabana. Não ria de nós, Argentina... É, por que tanta graça?Foram 3x0, onteM, é claro, mas já houve placares que nos fizeram muito felizes também. Verde e amarelo em Pequim Nunca vi tanto uniforme verde e amarelo como nas competições em Pequim. Meio distraída que sou, achava que era concorrente brasileiro, me empolgava, torcia e, quando via, era da Jamaica, do Congo, da Nigéria e sei lá mais de onde. Gostaram da cor, em!!!!!!!! Mas chega de tristeza...SÃO 50 ANOS DA ' invenção' da bossa nova. Tchau!!!!!!!!
Entre... linhas em cores com alma Muitas linhas. Sinuosas, retas,perpendiculares...Talvez estradas de um percurso vago da alma por um mundo desconhecido , preenchido de tons variados, diferentes facetas de um mistério a ser desvendado.Impossível.A alma do artista, seu mistério, ninho de sua inspiração, é impenetrável.Ela se fecha nas linhas e se oculta nas cores com que o pincel vai definindo e dando vida, na tela branca e plana para onde migrou.São telas independentes no espaço, mas presas no processo de criação que evoluiu através de mãos guiadoras de quem foi definido artista.Vejo velas que se movem sem vento, vejo luzes no escuro, vejo vida no vácuo vazio de vida.Ouço vozes que se multiplicam no eco que se permite ouvir apenas pelos amantes dos traços e cores.Leio lindos poemas que não são escridos nem recitados.Dormem no entre... linhas em cores.Vejo beleza, harmonia.Vejo arte nova, crescida, crescente em suas telas, Alessandro.Madalena Tavaresjulho de 2008

Gaivotando pelo ar

Longe de pretender uma proximidade com Guimarães Rosa, o grande inventor de palavras, gosto também de brincar com elas. Daí o verbo gaivotar. O significado? Sei lá. Voar como gaivotas, pairar no ar, olhando do alto a realidade na terra, divagar, fantasiar, criar asas. Certo é que estou gaivotando, gaivotando... E o que vejo? Uma fumaça compacta que encobre sonhos, desvia amores, rouba vidas, prende inocentes, liberta criminosos, provoca lágrimas, sufoca risos, enriquece ricos, empobrece pobres... Mas vejo tudo de tão alto da minha vontade de estar no chão e agir... Mas vejo amor. Gente cujo coração bate junto, ferve o sangue, troca afeto, esquece o resto e é feliz. Mas o que há no ar? Preciso parar de voar, voltar, encarar o chão seco. Onde anda a chuva?

O ninho dos pássaros chinês

Achei que tivesse perdido este blog por ter estado tão ausente. Há um mês que quero escrever na mesma medida em que me nego fazê-lo.Estranho?Concordo, mas foi assim. Hoje, porém, tudo mudou. Escrever deve ser regulado pela Lua. Devia ser Lua Minguante ontem e , hoje, Lua Cheia. Devia, pois na verdade não consultei nem olhei para o céu. Mas as fases não duram só uma semana? E como a minha minguante de palavras durou um mês? Mistério.Mas a noite hoje está cheia de motivos. Motivos que vêm da China, com perspectivas de ouro para o Brasil, de prenúncios de paz na Georgia, de Luís Fernando Veríssimo estar escrevendo seu primeiro livro sem ser encomendado, de terem se esgotado os ingressos para o show de Caetano, João Gilberto e Roberto Carlos, mas nada que se compare à abertura das Olimpádas em Pequim.Como diz a revista Digital, do Globo, arrebentou. Efeitos especiais, ousadia de espantar gente ousada, tudo sob controle de sistemas "hi-tech", num local estrategicamente preparad...

Hoje é Dia dos Namorados

Bom seria se fosse Dia do Amor. Ou já é? Sim, o amor está entremeado no n amor o e em todas as suas variáveis: n amor ar, n amor ando, n amor ador,n amor ado... Mas acho que anda meio embaçado, quase invisível. Apesar da corrida às floriculturas, dos presentes, dos lindos cartões e dos encontros programados para hoje, falta algo no namoro . E é justamente o amor. Muitos o sentem, mas têm vergonha de expressá-lo; outros o expressam, mas não o sentem. E como está fugaz este sentimento!Lido com essa realidade no cotidiano contato com namorados. Por isso gostaria muito que fossem n amor ados, pois, sem amor, o relacionamento se fragiliza e os seres migram muito rápido.E veja que o amor já foi considerado um sentimento eterno. Depois, passou a ser eterno somente enquanto dura. E quanto tempo dura hoje o amor? Relacionamentos podem durar o tempo de um beijo ou um passageiro " ficar" numa noite , numa festa, num lugar , sem que sentimentos se envolvam. Pura curtição. Outros casos de...

Preciso voar

A janela estava aberta, eu olhava, mas não via. Sentada no sofá, acho que me acomodei na certeza de que tudo mudara.Não via o que se passava lá fora. Sob meus olhos cegos, despojados de maldade , o tempo voltava a um tempo anterior, distante, mas sempre de volta. Hoje ele veio e aqui se instalou. Sinto-me agora como uma rocha que se desgasta aos poucos , diante das fortes batidas da água. De repente ouvi cada rugido da onda violenta a anunciar uma tempestade sem igual. Poderia haver ainda alguma tempestade maior do que as que eu já enfrentara? Não, eu já vira todas. Pensei que poderia surgir um som novo, diferente, que quebrasse o gelo dos meus sentimentos, fruto de sonhos esmagados pela cruel realidade de outrora. Ledo engano. Nada mudou. A fúria com que cada onda se aproxima mexe com meus nervos, cega-me. Permaneço inerte. As asas parecem quebradas, murchas, coladas no meu pequeno corpo. A tempestade foi passando aos poucos. Não foi diferente das outras, mas provocou medo.Medo de não...