Porta aberta: entrei
Porta aberta, entrei.
Escolhi o sofá menor, sou pequena.
Agora, da janela, olho a paisagem e penso em voar.
Gostaria de ir para longe.
Não, para Pasárgada, não.Para lá foi Manuel Bandeira, desejoso de uma liberdade jamais desfrutada, de magia, de transformação, de poder.( "Lá sou amigo do rei") Quero ir mais longe, vencer o medo que nem sei de quê.
Quero voar, mas estou presa ao sofá, este mesmo, que me aguardava quando entrei e nele sentei sem perceber seu estampado apagado pelo tempo e pelo pó, mas com um poder incrível de prender. Este sofá me quer gaivota que não voa, escreve. Que não sonha, reflete. Que não olha, vê.Por isso colocou-se frente à janela. Agora é ficar. Aceitei as regras e o jogo se inicia.
Não sei se escreverei muito ou pouco. Se darei espaço à poesia ou não. Se haverei de me prender à dura realidade do mundo, ou se vagarei pelo universo da ficção. Se permanecerei sentada neste sofá ou se alçarei vôo.Sou gaivota, ora.
Gaivotamada
Escolhi o sofá menor, sou pequena.
Agora, da janela, olho a paisagem e penso em voar.
Gostaria de ir para longe.
Não, para Pasárgada, não.Para lá foi Manuel Bandeira, desejoso de uma liberdade jamais desfrutada, de magia, de transformação, de poder.( "Lá sou amigo do rei") Quero ir mais longe, vencer o medo que nem sei de quê.
Quero voar, mas estou presa ao sofá, este mesmo, que me aguardava quando entrei e nele sentei sem perceber seu estampado apagado pelo tempo e pelo pó, mas com um poder incrível de prender. Este sofá me quer gaivota que não voa, escreve. Que não sonha, reflete. Que não olha, vê.Por isso colocou-se frente à janela. Agora é ficar. Aceitei as regras e o jogo se inicia.
Não sei se escreverei muito ou pouco. Se darei espaço à poesia ou não. Se haverei de me prender à dura realidade do mundo, ou se vagarei pelo universo da ficção. Se permanecerei sentada neste sofá ou se alçarei vôo.Sou gaivota, ora.
Gaivotamada
Comentários