FLIP/2009: EU ESTIVE LÁ
Ir à FLIP é ter a certeza de poder voltar culturalmente renovado.
É passar uns dias em estado de graça, rebatizado pela palavra de quem sabe laçá-la na escrita e soltá-la para que outros a alcancem na leitura e a "definitivem" na alma.Desconfio de que seja lá a tão sonhada Pasargada, de Manuel Bandeira. Ele, que foi o patrono da 7ªedição do evento, e que morreu sem ter visto a terra que idealizou.Mesmo sem estar fisicamente no local, ele era o amigo do rei, que enfeitou a cidade para mim e para "ty", com as personagens criadas pelo nosso poeta, entremeadas à sua história e aos locais onde a viveu. Manuel , Bandeira de nossa poesia, certamente juntou-se a Irene, a quem dedicou um lindo poema e, da mesma forma como descreveu a acolhida de sua negra querida no céu, deve ter sido recebido: " Entra, Manuel, aqui você não precisa pedir licença". De lá, ele enviou uma imensa nuvem de poesia que pairava sobre Paraty, cidade poética por tradição e proteção dos deuses. Sob ela, a poesia, trançava pelas ruas estreitas e cobertas de pedras gente que preza o belo, que acredita na arte, que oferece com prazer os ouvidos para que acolham a palavra de quem sabe expressá-la.Gente que se olha com o prazer de quem se reconhece no outro como um igual. E isto é natural, pois a arte iguala, aproxima, inclui.Foram cinco dias de grande magia e eu estive lá. Eu e minhas amigas, parceiras de viagem, de leitura e aventuras que registrarei aqui.
É passar uns dias em estado de graça, rebatizado pela palavra de quem sabe laçá-la na escrita e soltá-la para que outros a alcancem na leitura e a "definitivem" na alma.Desconfio de que seja lá a tão sonhada Pasargada, de Manuel Bandeira. Ele, que foi o patrono da 7ªedição do evento, e que morreu sem ter visto a terra que idealizou.Mesmo sem estar fisicamente no local, ele era o amigo do rei, que enfeitou a cidade para mim e para "ty", com as personagens criadas pelo nosso poeta, entremeadas à sua história e aos locais onde a viveu. Manuel , Bandeira de nossa poesia, certamente juntou-se a Irene, a quem dedicou um lindo poema e, da mesma forma como descreveu a acolhida de sua negra querida no céu, deve ter sido recebido: " Entra, Manuel, aqui você não precisa pedir licença". De lá, ele enviou uma imensa nuvem de poesia que pairava sobre Paraty, cidade poética por tradição e proteção dos deuses. Sob ela, a poesia, trançava pelas ruas estreitas e cobertas de pedras gente que preza o belo, que acredita na arte, que oferece com prazer os ouvidos para que acolham a palavra de quem sabe expressá-la.Gente que se olha com o prazer de quem se reconhece no outro como um igual. E isto é natural, pois a arte iguala, aproxima, inclui.Foram cinco dias de grande magia e eu estive lá. Eu e minhas amigas, parceiras de viagem, de leitura e aventuras que registrarei aqui.
Comentários
Não pude ir, mas fico com seu relato, que é pleno de beleza e verdade!
Beijo grande. Bia.
Realmente a Flip foi mágica,hein?
Que bom que você curtiu!!!!!!!!
beijinhos
Roberta
Querida Madá, comece a contar sobre a FLIP.
Ano que vem eu vou com você, ouviu?
kkkk
Beijos
Angelo Pessoa