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A arte de correr na chuva

A arte de correr na chuva O título não é meu, mas de Garth Stein, autor do livro que estou lendo, cujo narrador é um cachorro, fã, como seu dono, da Fórmula 1 e que tem como herói Ayrton Senna. O cachorro, de nome Enzo, como diz o autor, não fala, mas analisa tudo que se passa. Ele é um " estudante do mundo ao seu redor". A partir das primeiras páginas, dá para perceber que Enzo é um cão de alma humana.Ele assistiu pela tv, com o dono, o Grande Prêmio da Europa, em 1993, quando Ayrton Senna mostrou que era um gênio na chuva, ultrapassando 4 carros dos mais renomados pilotos, na volta de abertura: Schumacher,Wendlinger, Hill e Prost, como se tivesse um " feitiço mágico". A partir da observação da arte do piloto brasileiro, Enzo observa a vida, as pessoas e, sob sua narração silenciosa, nos mostra a importância de se doar, de acreditar num ideal e vencer apesar dos obstáculos, metaforicamente chamados "chuva" , numa "pista molhada", momentos difíce...

De maio a outubro

Passou tanto tempo. Tantas coisas aconteceram...É, são vinte de outubro hoje. O mundo está ameaçado por uma crise econômica que não pedimos ou criamos.Ela partiu do paraíso da modernidade, do luxo, do milagre de enriquecimento que atraiu tanta gente ( muitos brasileiros): os Estados Unidos. Sim , um país plural( ou no plural) que rege o verbo também no plural: os Estados Unidos são... São o quê? Um exemplo de orgulho, de poder ilimitado, que arrota superioridade, que se acha no direito de interferir em guerras, tomar partido, enviar milhares de soldados à morte, deixando órfãos pais, filhos, mulheres, poluir o planeta,ditar regras para o mercado...São donos de um idioma (quase) universal e inspiradores de modismo seguido pelos mais pobres e fracos. Os brasileiros, por exemplo. Repararam como o idioma inglês impera sobre o português? Inúmeras palavras inglesas foram aportuguesadas pela força do uso, mas já não fazem sucesso. Bom mesmo é na forma original. "in off", "on-l...

Texto de maio em setembro

Cheguei. Tombei-me de imediato sobre a vontade de escrever. É maio e o mundo desmaia lentamente sob ameaça de fome anunciada. Seria o início do fim? Pais matam filhos no Brasil, onde o solo é fértil e permite plantar. Terremoto mata milhares na China que faz cálculo do número de pessoas que poderá alimentar num futuro próximo, sem ter o que colher. O cafezinho na Assembléia do Rio é superfaturado. Cidades perdem auxílio para o transporte escolar porque não prestaram conta do minguado recurso recebido. Prestar conta é preciso. Para os pobres, claro, enquanto os ricos têm cartão corporativo sem limites para gastar.O NY Times diz ser a Floresta Amazônica de todos, mas seu futuro , parece, não será de ninguém. No entanto, eu criei um blog. Sou blogueira, sim, senhor. Se falo besteira, é porque não há outra maneira de refletir sobre a realidade. Mas também sei fantasiar, criar mundos cor - de - rosa, rosa chá. Chegaremos lá. Não perco a esperança. Sei aguardar. Amadalena

Quase fim de inverno

Quase fim de inverno Que bom! Até que gosto de frio, de me arrumar no inverno, principalmente de dormir no inverno. E de sonhar. Mas quando ele chega ao fim traz um quê de alegria abafada, de esperança renovada, de amor reconquistado.Já se anuncia um cheiro colorido no ar. Olho meu jardim.A touceira de orquídea em cachos está cheinha de botões já entreabertos.Nos canteitos há flores se abrindo, pontuando aqui e ali , formando painéis variados.Pena que não chove há tanto tempo! Com isso,muita secura, pouca certeza. Mas fica ainda alguma poesia: "É preciso amor pra poder pulsar/É preciso paz pra poder seguir/É preciso a chuva para florir'

Comentariando...

Nova prova olímpica para brasileiros Estive observando e rindo muito com Roberta ( minha filha) dos tombos de participantes brasileiros nas Olímpíadas em Pequim. Foram tantos que bom seria se estivessem valendo medalhas. Na ginástica, no hipismo, no salto de vara... Nossa classificação estaria muito melhor. Um baiano supercarioca Dorival, das tardes de Itapoã, não viveu nem morreu ao som do mar de Itapoã. Preferiu Copacabana. Não ria de nós, Argentina... É, por que tanta graça?Foram 3x0, onteM, é claro, mas já houve placares que nos fizeram muito felizes também. Verde e amarelo em Pequim Nunca vi tanto uniforme verde e amarelo como nas competições em Pequim. Meio distraída que sou, achava que era concorrente brasileiro, me empolgava, torcia e, quando via, era da Jamaica, do Congo, da Nigéria e sei lá mais de onde. Gostaram da cor, em!!!!!!!! Mas chega de tristeza...SÃO 50 ANOS DA ' invenção' da bossa nova. Tchau!!!!!!!!
Entre... linhas em cores com alma Muitas linhas. Sinuosas, retas,perpendiculares...Talvez estradas de um percurso vago da alma por um mundo desconhecido , preenchido de tons variados, diferentes facetas de um mistério a ser desvendado.Impossível.A alma do artista, seu mistério, ninho de sua inspiração, é impenetrável.Ela se fecha nas linhas e se oculta nas cores com que o pincel vai definindo e dando vida, na tela branca e plana para onde migrou.São telas independentes no espaço, mas presas no processo de criação que evoluiu através de mãos guiadoras de quem foi definido artista.Vejo velas que se movem sem vento, vejo luzes no escuro, vejo vida no vácuo vazio de vida.Ouço vozes que se multiplicam no eco que se permite ouvir apenas pelos amantes dos traços e cores.Leio lindos poemas que não são escridos nem recitados.Dormem no entre... linhas em cores.Vejo beleza, harmonia.Vejo arte nova, crescida, crescente em suas telas, Alessandro.Madalena Tavaresjulho de 2008

Gaivotando pelo ar

Longe de pretender uma proximidade com Guimarães Rosa, o grande inventor de palavras, gosto também de brincar com elas. Daí o verbo gaivotar. O significado? Sei lá. Voar como gaivotas, pairar no ar, olhando do alto a realidade na terra, divagar, fantasiar, criar asas. Certo é que estou gaivotando, gaivotando... E o que vejo? Uma fumaça compacta que encobre sonhos, desvia amores, rouba vidas, prende inocentes, liberta criminosos, provoca lágrimas, sufoca risos, enriquece ricos, empobrece pobres... Mas vejo tudo de tão alto da minha vontade de estar no chão e agir... Mas vejo amor. Gente cujo coração bate junto, ferve o sangue, troca afeto, esquece o resto e é feliz. Mas o que há no ar? Preciso parar de voar, voltar, encarar o chão seco. Onde anda a chuva?