Entre o ontem e o hoje
É deveras deliciosa essa viagem no tempo que tenho feito ultimamente.
O motivo é um só: recompor a história de Cordeiro. E o itinerário é a ida a um passado bem longínquo , final do século 19, e aterrissar num povoado recém surgido, tão pequeno e tão simples , mas de pessoas empreendedoras e sonhadoras, a quem muito Cordeiro deve. Depois, voltar num raio de tempo ao hoje e a esta cidade , produto de bons anos de história e comparar um e outro tempo, numa mistura de saudosismo e observação do real. Saudade até dum tempo que não vivi, dos sentimentos que não senti, das construções de que minhas mãos não participaram.Salvar o passado é como buscar a salvação para si mesmo. Por isso, insisto.E o curioso é que as pontas do tempo, minhas estações de partida e chegada guardam entre si 80 anos de distância. Pesquiso na "Gazeta de Cordeiro", exemplares de 1897 e 98, por enquanto, e registro na Gazeta de Cordeiro contemporânea, jornal que se empenha em não perder a vida útil. A Gazeta antiga deixou de circular na década de 30, por pressão da ditadura, quando o jornal lutava pela preservação da liberdade de imprensa. O atual luta por patrocínio, acho.Mas estou adorando a viagem. Aprendendo à beça e me divertindo também. Confirmo o título da penúltima publicação: escrever é preciso.
O motivo é um só: recompor a história de Cordeiro. E o itinerário é a ida a um passado bem longínquo , final do século 19, e aterrissar num povoado recém surgido, tão pequeno e tão simples , mas de pessoas empreendedoras e sonhadoras, a quem muito Cordeiro deve. Depois, voltar num raio de tempo ao hoje e a esta cidade , produto de bons anos de história e comparar um e outro tempo, numa mistura de saudosismo e observação do real. Saudade até dum tempo que não vivi, dos sentimentos que não senti, das construções de que minhas mãos não participaram.Salvar o passado é como buscar a salvação para si mesmo. Por isso, insisto.E o curioso é que as pontas do tempo, minhas estações de partida e chegada guardam entre si 80 anos de distância. Pesquiso na "Gazeta de Cordeiro", exemplares de 1897 e 98, por enquanto, e registro na Gazeta de Cordeiro contemporânea, jornal que se empenha em não perder a vida útil. A Gazeta antiga deixou de circular na década de 30, por pressão da ditadura, quando o jornal lutava pela preservação da liberdade de imprensa. O atual luta por patrocínio, acho.Mas estou adorando a viagem. Aprendendo à beça e me divertindo também. Confirmo o título da penúltima publicação: escrever é preciso.
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